Sandman: Edição Definitiva Vol. 1

Absolute Sandman Vol.01

Capa Dura

616 páginas

Panini

Publicado em 11 de Outubro de 2018

Autor: Neil Gaiman

RESENHA

Sinopse: A série conta a história de Morfeus, um dos Perpétuos — criaturas análogas aos deuses, mas ainda maiores — responsável pelo Mundo dos Sonhos. Basicamente ele controla e tem acesso a todos os sonhos da humanidade e de todas as criaturas capazes de sonhar, sendo o senhor do Mundo dos Sonhos, à terra aonde vamos em nossas horas de sono. Quando uma ordem mística tentou capturar a irmã de Sonho, a Morte, em seu lugar eles capturaram Morfeus. Assustados com o que conseguiram, os membros da ordem o mantiveram cativo. E assim teve início um período de diversas décadas em que esse Perpétuo ficou trancafiado à mercê de seus captores, deixando o Mundo dos Sonhos abandonado e os sonhadores desamparados. A série nos revela como ele se libertou e como foi capaz de se adaptar no mundo após tantos anos de ausência, e também nos mostra um vislumbre de sua história e da mitologia dos Perpétuos.

Esta será a primeira de uma série de 5 resenhas, uma para cada volume, da Edição Definitiva de Sandman, impressa pela Panini Comics com o já extinto selo Vertigo.

Capa do volume 1 da Edição Definitiva de Sandman

Faz algum tempo desde que adquiri os 5 volumes da coleção definitiva de Sandman, para ser mais preciso, fazem quase 2 anos, porém, não havia lido até a poucos dias quando finalmente decidi que estava na hora de contemplar esta magnífica obra de Neil Gaiman.

Confesso que quando comprei, estava ainda começando minha coleção de HQs e comprei por puro impulso, sem conhecer exatamente sobre o tratava a obra, considerando apenas o que havia ouvido e lido a respeito que, em unanimidade, tratavam-na como uma obra-prima e talvez até a melhor já escrita.

E após terminar a leitura desse volume, fico com o sentimento de arrependimento por não ter lido antes. Sandman é simplesmente sensacional!

Morfeus em encontro com Lúcifer, Azazel e Belzebu no inferno

Antes de começar a falar da história, acho importante falar sobre a edição. Neste volume estão presentes as 20 primeiras edições da série que originalmente começou a ser lançada em 1989. Apesar de alguns problemas em relação à coleção como um todo, que irei descrever na resenha do último volume da coleção, a Panini fez um bom trabalho com um formato diferenciado (18,5 cm por 27,5 cm), totalmente colorido (com cores que foram aprovadas pelo autor) e recheada de extras, como os esboços dos personagens, proposta original da série, páginas de arte e lápis, e o roteiro completo da edição 19 de Sandman, “Sonho de uma Noite de Verão”.

Agora sim, falando da história. Como descrito na sinopse, Morfeus, ou Sonho, é aprisionado acidentalmente quando um grupo estava tentando capturar sua irmã, Morte, com a intenção de se tornarem imortais, pois com ela capturada, ninguém mais iria morrer. Morfeus e Morte fazem parte dos perpétuos, um grupo de seres antigos com poderes ilimitados que regem o universo.

Após ficar preso por 40 anos, Morfeus finalmente consegue se libertar e terá que restabelecer o que sobrou de seu universo deveras enfraquecido. O mundo não foi o mesmo durante seu cárcere, pois no momento em que foi preso nenhuma pessoa pode sonhar novamente e isso gerou consequências devastadoras.

Em determinado momento, Gaiman nos apresenta Morte, uma bela jovem, simpática e gótica, que aparenta ser a mais próxima de Sonho, entre os demais perpétuos. Além de Morte, outros perpétuos também serão apresentados neste volume: Destino, Destruição, Desejo, Desespero e Delírio.

Encontro entre Morte e Sonho

Um dos fatores que tornam esta obra única, são as histórias apresentadas ao longo do volume como “Homens de Boa Fortuna”, onde um homem que acredita que a morte é uma perda de tempo e faz um acordo com Sonho para não morrer. Ou “Um Sonho de Mil Gatos”, onde gatos sonham em voltar a dominar o mundo. E claro, a história que fez com que Sandman tenha sido a única HQ a ganhar o prêmio World Fantasy Award, “Sonho de uma noite de verão”, que para aqueles que conhecem as obras de  William Shakespeare, pode soar familiar.

Além do roteiro sensacional de Neil Gaiman, as artes de Sam Kieth, Mike Dringenberg, Malcolm Jones III, Chris Bachalo, Michael Zulli, Steve Parkhouse, Kelley Jones, Charles Vess e Colleen Doran e as capas de Dave McKean completam uma obra perfeita.

Como falei mais acima, fiquei um pouco ressentido por não ter lido esta magnífica obra antes. No entanto, talvez isso não tenha sido ruim, pois Sandman é filosófico, complexo e até um pouco confuso assim como são os sonhos e a bagagem que adquiri durante estes dois anos, lendo outras obras, fizeram com que eu aproveitasse ao máximo esta leitura.

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