TEX – El Muerto

TEX Edição histórica Nº 096

Capa comum e papel jornal

188 páginas

Editora Mythos

Republicado em 2015

Roteiro: Sergio Bonelli

Arte: Aurelio Galleppini

Sinopse: A trama gira em torno do desejo de vingança de um homem conhecido como El Muerto contra Tex, que causara a morte dos irmãos do bandido alguns anos antes. O facínora planeja liquidar o ranger em um duelo no mesmo cemitério em que seus irmãos estão enterrados e, para fazer com que Tex aceite o desafio, El Muerto inicia uma verdadeira saga de assassinatos e espancamentos de pessoas que estão muito próximas ao herói.

RESENHA

Acredito que todo leitor de quadrinhos já tenha ouvido falar sobre Tex, um personagem que nesse ano completou 72 anos de sua criação. Comigo não foi diferente, logo que resolvi levar mais a sério as minhas leituras, entre as pesquisas realizadas, não era raro encontrar o seu nome em destaque. Existem muitas histórias desse personagem, aliás, muitas histórias excelentes, realmente acima da média, porém, a quantidade de coleções diferentes que são lançadas aqui no Brasil e, principalmente, o formato de algumas, me afastou do personagem.

Foi então que um dia, conversando com meu pai sobre quadrinhos, enquanto passava alguns vídeos na televisão, ele reconheceu o personagem e me falou que na sua infância costumava ler suas histórias. Esse foi o empurrãozinho que faltava para eu, finalmente, decidir procurar de fato alguma coleção do Tex para eu comprar. Em resumo, depois que li o primeiro quadrinho (As Grandes Aventuras de Tex – A Morte De Lilyth), não parei mais de comprar.

Recentemente, saiu aqui no site uma matéria com 10 histórias para você conhecer o Tex, escrita por Elder Campos, criador do @estantedotex, em parceria com a nossa equipe. Leitor de Tex a muitos anos, foi ele quem indicou a história que dá título a essa resenha, e tão logo que encontrei, realizei a compra. Para não me prolongar mais, vamos a história.

Reconhecida por muitos leitores do personagem como uma das melhores histórias já criadas, El Muerto tem roteiros por Sergio Bonelli, que aqui assina como Guido Nolitta e a arte por Aurelio Galleppini. Não sou um leitor muito experiente em Tex, então não posso afirmar que é uma das melhores histórias de todos os tempos, mas considerando o material que eu já tive contato, com certeza é a melhor.

Inicialmente, quando o amigo de Tex, Jack Tigre e outro navajo estão retornando de uma viagem com provisões para a tribo, são atacados por um bando de mercenários. A intenção do bando, liderado por um sujeito com o rosto deformado, chamado El Muerto, é mandar um recado a Tex, mas antes disso, espancam Jack e matam o seu companheiro de viagem. Com muito esforço o índio consegue chegar a tribo para transmitir a mensagem ao seu amigo. El Muerto queria encontrar Tex para um acerto de contas, no cemitério de Pueblo Feliz. Apenas alguns dias depois, uma diligência que transportava Kit Willer, filho de Tex, é assaltada pelo mesmo bando de El Muerto e o jovem, baleado, recebe o mesmo recado para ser transmitido ao seu pai.

Tex já está acostumado a receber desafios desse tipo, porém o que lhe intriga nesse caso é não ter nenhuma lembrança da pessoa que o desafiou. Mesmo assim ele decide aceitar, até para evitar mais ataques a pessoas inocentes.

A história mostra a busca de vingança de Paco Ordoñez, que se apresenta como El Muerto, entregando uma trama tensa e repleta de reviravoltas. Em diversos momentos, Tex é surpreendido e vê sua vida quase escapar. Após muitos desafios, ele finalmente chega ao cemitério de Pueblo Feliz e encontra Ordoñez. Ao perceber que Tex não o reconhece, Ordoñez relembra os acontecimentos que o motivaram a buscar a tão desejada vingança.

O duelo final entre Tex e Paco Ordoñez, ou El Muerto, é de tirar o fôlego, e apesar da capa do quadrinho já entregar o resultado, ficamos apreensivos até o último instante. Essa história é digna dos melhores filmes de faroeste já produzidos, todo o clima criado, com a ajuda da arte de Gallepini, as reviravoltas, a tensão e o duelo entre os protagonistas, sem dúvidas fazem desta história uma verdadeira obra-prima, que deveria ser lida por todos, não apenas os fãs do personagem.

El Muerto foi publicada no Brasil em Tex Nº 112 pela Editora Vecchi e novamente em Tex 2ª Edição Nº 112 pela RGE. Voltou às bancas brasileiras na revista Almanaque Tex Nº 07, e em Tex Coleção Nº 242 e 243, todas pela Mythos Editora. Em 2013, a mesma editora republicou a HQ numa versão colorida, em Tex Apresenta – Especial Sergio Bonelli, em 2015 republicou a história na Edição Histórica Nº 96.

Sobre a edição em si, tenho apenas a versão com capa comum e papel jornal (Edição Histórica Nº 96), o que na minha opinião, ficou abaixo do que essa obra merece. Por esse motivo, quando tiver a oportunidade, buscarei uma versão de maior qualidade e se possível em cores, para conferir a obra por outra perspectiva.

5 pensamentos

  1. TEX é uma analogia a TV CULTURA de SP. Tudo mundo elogia. É aclamado. Idolatrado mas ninguém lê ou vê. Mas continua comprando ou assiste algo que convem mas continua alando mal eternamente.

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  2. Duas coisas: 1 – Tex tem muitos leitores, 70 anos em bancas e mais de mil edições publicadas. Então é um personagem que tem leitores e colecionadores gigantescos, inclusive vários eventos anuais pelo Brasil. 2 – El Muerto foi lançada no Especial Sergio Bonelli, em 2013, em formato italiano, papel couchê. Ainda é possível encontrar (talvez na própria Mythos Editora).

    Curtido por 1 pessoa

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