Sandman: Edição Definitiva Vol. 4

Absolute Sandman Vol.04

Capa Dura

608 páginas

Panini

Publicado em Novembro de 2018

Autor: Neil Gaiman

RESENHA

Enfim chegamos a resenha do volume 4 da coleção definitiva de Sandman da editora Panini. Caso você não tela lido as resenhas dos volumes anteriores, você pode lê-las aqui: a resenha do volume 1, volume 2 e volume 3.

O quarto volume da série mantém a tradição do formato diferenciado (18,5 por 27,5 cm), reunindo as edições 57 a 75 da série e uma história curta apresentada na edição especial Vertigo Jam 1 (O Castelo), com cores reconstruídas e dezenas de páginas de extras, como esboços, galeria de produtos baseados no universo de Sandman, o roteiro completo das edições 57 e 75 de Sandman – a fatídica última edição –, textos e posfácio de Neil Gaiman.

Enfim chegamos ao final da saga do Mestre do Sonhar, Morfeus. Sem dúvidas o volume mais intenso e com a maior carga emocional de toda a série.

Mas antes de continuarmos, tenho obrigação de dizer que esta resenha pode conter SPOILERS sobre o final da história de Morfeus, então caso deseje continuar a leitura da resenha, esteja ciente que alguns fatos da história possam ser citados aqui.

Muito bem! Agora podemos continuar.

Neste volume, vários personagens que tiveram suas histórias descritas nos volumes anteriores, são trazidos novamente para a história, tanto para o bem do mestre do sonhar quanto para o mal.

Alguns erros cometidos por Morfeu ao longo da sua jornada cobrarão seu preço ao longo de toda esta última parte da história. Começando por Loki, que ficou livre do cárcere de Odin por causa de Morfeu e que acabará causando uma desgraça gigante para ele ao sequestrar seu filho Daniel, fazendo com que sua mãe acredite ser obra de Morfeu e saia em busca de vingança, encontrando com as Bondosas. Estas senhoras chamadas de Bondosas, podem ser qualquer coisa, menos Bondosas, acreditem em mim.

Já pressentindo seu destino, Morfeu traz de volta Coríntio, um de seus pesadelos que havia fugido do sonhar no primeiro volume da série, e ordena que ele, juntamente com Mathew encontrem Daniel, seu filho. Além disso, Morfeu se encontra com seu amigo.

Voltando as Bondosas. Estas “senhoras” são criaturas vingativas que só podem vingar débitos de sangue. Lembram que na resenha anterior, falei que Morfeu teve que fazer grande sacrifício para poder encontrar Destruição. Este mesmo sacrifício causará a ruína do senhor dos sonhos, que de certa forma acredita que merece ser punido pelo que fez.

Coríntio e Mathew conseguem encontrar a criança que estava com Loki e Puck e a resgatam para Morfeu. E Loki tem o merecido destino, voltando para o cárcere torturante que Odin tem para ele, mas antes, ainda leva uma surra de Thor que não esta nem um pouco feliz com o irmão traiçoeiro.

No entanto, o estrago já estava feito e as Bondosas se moviam para o mundo do sonhar para acabar com Morfeu. Sabendo que não havia forma de vencer as Bondosas e que por isso todo sonhar seria destruído, ele prepara Daniel para se tornar o novo mestre do sonhar, após sua partida e se prepara para a batalha com as Bondosas. Por fim, Morfeu se despede de seu amigo Mathew e o manda chamar sua irmã Morte para que no final, ela mesma o leve. Com a partida de Morfeu, seu filho cresce e se torna o novo mestre do sonhar.

A despedida entre Morfeu e Morte

Morfeu foi um dos personagens que mais me apeguei nas minhas leituras e não tem como não se sentir triste com sua partida no final da história. O senhor dos sonhos é um daqueles personagens que marcam o leitor. Ao final do volume, todos os personagens que foram apresentados ao longo de toda saga são mostrados novamente ao serem chamados ao funeral do Rei dos sonhos, além de outros personagens como Batman e Clark Kent que fazem parte do mesmo universo DC. É uma cena bastante emocionante onde todos podem se despedir de Morfeu. Alguns falando sobre ele e outros apenas se despedindo em seu íntimo.

É até difícil expressar em palavras como esta obra de Neil Gaiman é genial. Não tardou para que Sandman se tornasse minha obra preferida de todas que já li, e acredito que não será tirada do topo das minhas preferências tão cedo, se é que será tirada um dia. Não estou exagerando, acredito nisso mesmo.

Sem dúvida nenhuma, acredito que este volume encerrou com chave de ouro esta obra absolutamente incrível. Se você ainda não leu e esta na dúvida se vale a pena, acredite em mim quando eu digo que esta será uma das melhores leituras que você fará na vida.

Além do roteiro de Neil Gaiman, neste volume as artes ficaram a cargo de Marc Hempel, Michael Zulli, D’Israeli, Richard Case, Charles Vess, Teddy Kristiansen, Jon J Muth, Kevin Nowlan, Dean Ormston e Glyn Dillon; capas de Dave McKean.


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